terça-feira, 4 de maio de 2010

Santa María


Essa é pra quem gosta daquele mate bem amargo...Naturalmente, como todas as marcas castelhanas, sejam elas argentinas, uruguaias, paraguaias, chilenas, possuem um sabor muito mais acentuado do que as marcas brasileiras. Isso se deve ao fato de esses países preferirem o consumo da erva-mate envelhecida. É importante salientar que o processo de envelhecimento da erva-mate não a faz perder suas propriedades nutritivas, apenas em alguns casos mudando a tonalidade e textura. Se tu abrires um pacote desta Santa María, por exemplo, notará que a erva é mais solta, granulada, pois os flocos de erva mate já perderam grande parte de sua umidade natural.
Para saber a "idade" aproximada de uma quantidade de erva-mate, basta apertar na palma da mão uma pequena porção. Se nos sulcos da palma - as famosas linhas - ficarem pequenas partículas, sinal que a erva é nova. Caso contrário, quando normalmente fica uma camada fina de "pó" de erva, significa que esta já é uma porção com envelhecimento adiantado.
Quanto ao sabor, Santa María é muito marcante. Experimentei-a em várias ocasiões diferentes, justamente para testá-la. Em jejum, torna-se muito amarga, sendo necessário a ajuda de alguns chás suaves como capim-cidreira para amenizar sem tirar o seu sabor característico. Após algum alimento ingerido ela torna-se menos amarga, e, no caso de hoje, experimentei-a após a ingestão de um doce caseiro. Pode parecer bobagem, mas a impressão que tenho é que as papilas da língua estavam preparadas para o que viria. Sabor excelente, erva pura, água quente, espuma na cuia. Recomendo, mas só pra quem gosta de um mate bem amargo.

Este pacote foi cortesia de minha sogra Dejanira, que a trouxe da Argentina em uma de suas viagens.

Resumo
Nome: Santa María
Peso: 1kg
Tipo: Tradicional
Embalagem: papel
Cidade de Origem: Concepción de La Sierra/Misiones/Argentina

Trilha sonora: Romance de Adaga e Tango (Ângelo Franco)

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